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Por Rafaela Barbosa

O número de suicídios no Brasil cresceu cerca de 10% nos últimos 12 anos. Desde 2014 o mês de setembro é conhecido como o mês de prevenção do suicídio a fim de reverter essa realidade. A Universidade Castelo Branco apoia essa iniciativa e abre espaço de diálogo no dia 12 de setembro, no campus Realengo. Alunos de Enfermagem estarão atendendo gratuitamente diagnosticando e orientando aqueles que apresentam sinais de depressão, doença cuja linha de chegada é a nada vitoriosa abdicação da vida.

O professor Elder Duque, responsável pelo projeto, acredita que a prevenção é essencial para reverter o quadro atual e trazer o tema para a universidade possibilita o debate e o reconhecimento da depressão como doença. “No Brasil mais de 11 milhões de pessoas são acometidas pela depressão e cerca de 800 mil pessoas cometem o suicídio todos os anos. A gente precisa tratar disso precocemente. Nada mais real, nada mais digno do que você poder proporcionar as orientações a esse paciente, que na maioria das vezes nem sabe que tem depressão”, afirma o professor.

Abrir o espaço para o diálogo e orientar o paciente é a grande aposta desse projeto. As alunas de Enfermagem presentes no turno da manhã concordam que a depressão é uma doença que não escolhe gênero, cor ou classe social. “A gente aprende na vida que ninguém é melhor que ninguém e na depressão é exatamente assim. Hoje você pode acordar bem e amanhã você pode sofrer alguma perda ou simplesmente olhar no espelho e não estar mais enquadrada no padrão de beleza da sociedade”, disse Julia Pereira, graduanda do último período de Enfermagem, e completou “ninguém está livre, todo mundo é propício a desenvolver depressão. O principal é você buscar ajuda para que não chegue ao ápice, que é o pensamento e a tentativa de suicídio”.

A equipe se encontra no corredor principal do campus Realengo no dia 12 de setembro até as 18h. O atendimento é gratuito e aberto ao público.