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Por Karen Ferreira, Rafaela Barbosa e Rafaela Carrilho

Alunos e a coordenação do curso de Nutrição realizaram no dia 30 de agosto uma agenda de atividades para promover o dia do nutricionista. Alunos das unidades Centro e Realengo se reuniram no campus Realengo durante todo o dia para debater sobre acontecimentos atuais e propor soluções para possíveis problemas.

Consequência das mudanças sociais atuais a falta de tempo e de dinheiro, o crescimento dos industrializados e as propagandas abusivas, corroboram para o crescimento da obesidade que hoje é uma epidemia mundial. No Brasil, o consumo de refrigerantes aumentou 128%, enquanto o de arroz e feijão caiu 30%. As palestras ministradas ao longo da manhã no teatro Carlos Wenceslau giraram em torno dessa problemática com uma solução bem clara: Comida de verdade.

— Toda alimentação é uma possibilidade de nutrição, disse a Professora Dr. Ana Cristina Teixeira.

 

Além disso, a banalização da profissão também foi discutida. Com a democratização cada vez maior da internet, o local de fala é dado muitas vezes para quem não possui conhecimento técnico-científico no assunto. O resultado, no caso da nutrição, é a desvalorização dos profissionais.

— Nutrição é ciência, nutrição não é opinião, afirmou Luciana Aquino, vice-presidente do Conselho Regional de Nutrição do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

A Dra. Fernanda Portronieri trouxe o viés humano dessa ciência para o debate. Segundo ela, a alimentação envolve fatores afetivos e sociais. Esse sentimento foi compartilhado por todas as palestrantes.

A palestra Meu Pratinho saudável foi apresentada mestre Luciana Lourenço teve enfoque na alimentação infantil e as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de nutrição nessa área. Entre os problemas atuais ela citou o a crise econômica, a variedade de industrializados, inclusive aqueles intitulados saudáveis, e a publicidade abusiva.

A mesa de debates contou também com a presença de Lúcia Andrade, Presidente da Associação de Nutricionistas do Estado do Rio de Janeiro, que enfatizou a importância da união do Conselho, a Associação e o Sindicato, cada qual com suas competências.

Durante a tarde, a professora e nutricionista Andrea dos Anjos ministrou a oficina Temas sobre culinária no laboratório de Nutrição. A profissional explicou quatro preparações de receitas para que as alunas reproduzissem. Todos os preparos eram sem aditivos químicos, pautados por alimentos de verdades. Auxiliadas pela professora, as alunas produziram pão de queijo com chia, petit suisse, granola sem açúcar e bife à milanesa de forno.

Outro ponto alto do período vespertino foi a palestra sobre Educação Alimentar Nutricional, quando a professora Kelly Gonzaga pôde explicar como funciona a indústria de alimentos, como ocorreu a mudança dos hábitos alimentares da população e a necessidade de construir hábitos alimentares saudáveis desde a infância.

A professora frisou que o nutricionista está ligado ao tratamento quando deveria estar ligado à prevenção.

 

Às 18h, o Teatro Carlos Wenscelau foi reservado para uma mesa-redonda para debater sobre comida de verdade. A palestrante Amanda Viola iniciou falando sobre a importância do nutricionista e o seu papel na alimentação correta e no desenvolvimento do indivíduo. Comentou sobre o distanciamento das pessoas pelo preparo domiciliar da comida e a preferência por industrializados dizendo que esse paladar se tornou padrão em todo o país. A importância de buscar novos alimentos, a busca pelo uso de ingredientes brasileiros e a valorização da cozinha nacional também foram questões discutidas pela profissional.

Amanda Viola mostrou um mapa sobre a influência da culinária internacional no território brasileiro e enfatizou que a diversidade de sabores em cada região se dá ao clima e solo e as mudanças que os pratos tiveram após chegarem no território. Sobre a culinária carioca, Viola comentou sobre a influência portuguesa, espanhola, árabe e japonesa.

Já a Dra. Priscila Cerqueira, nutricionista, mestre em critério técnico e pesquisa de alimentos e que atua como nutricionista da UFRJ, fez a definição de cardápio, falou sobre a importância de saber o público-alvo na criação, a disponibilidade dos alimentos e levar em consideração a aparência, cor e textura. Priscila contou também sobre o controle de qualidade nutricional e cuidado com a escolha de cada alimento ao compor uma refeição.