(21) 3216-7700 / (21) 2406-7700 (21) 99496-6060

Discutir o processo de formação do País, principalmente o papel do negro na história, deve ser recorrente. Por isso, o curso de Serviço Social da Universidade Castelo Branco organizou uma noite com muita troca de informação. Estiveram presentes alunos de vários cursos, como o de Geografia, para debater um tema que ainda se faz necessário, pois a sociedade brasileira ainda carrega características escravocratas.

Antes do início da palestra, que aconteceu no dia 26 de maio, no campus Realengo, o professor de Serviço Social, Stefano Mota, deu boas-vindas a todos e falou um pouco sobre o projeto UCB Batan. Logo em seguida, a coordenadora de Serviço Social, Amanda Lemos, comentou sobre a importância de discutir a formação social e econômica do País e também falou do UCB Batan – projeto que visa a oferecer um novo horizonte para jovens da comunidade por meio de atividades socioeducativas. Para Amanda, “não basta pensar, problematizar, sem colocar em prática, em devolver à sociedade”. A professora completou dizendo que “a gente não pode se omitir. É preciso aceitar que existe, Refletir e discutir para ter elemento para entender o passado e como se faz presente”. Depois, foi a vez de Celso Santiago, representante da comunidade Jardim Batan, falar sobre a parceria com a UCB. Ele contou que, há muito tempo, um foi formado um grupo na comunidade para tentar mudar a realidade da população local. Aos poucos, o movimento foi crescendo com aulas de danças e cursos, como conserto de celular e telemarketing. Mostrou aos moradores que os cursos eram um investimento. Sobre o projeto UCB Batan, Celso afirma “eles estão acreditando que a vida pode ser melhor”.

Cria da comunidade, o rapper WP cantou A voz do gueto, sobre racismo. No rap há dois anos, vai lançar seu primeiro CD no fim de junho.

                

A palestrante da noite foi a professora da Universidade Federal do Maranhão Francilene Cardoso, que começou a falar sobre o capitalismo brasileiro e as relações sócio-raciais. Francilene indicou o autor Clovis Moura, que estudou a história do Brasil sob a perspectiva da questão racial. A professora também falou da política do branqueamento, fez uma análise do lugar de negros e negras na sociedade e suas formas de resistências, entre outros assuntos ligados ao tema.

A plateia interagiu fazendo perguntas e debatendo com a professora, que divulgou seu livro O negro na biblioteca: mediação da formação para construção da identidade negra