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Um dos esportes mais populares do mundo, o futebol ainda tem muito o que aprender. E um esporte que não é muito conhecido para os lados de cá tem muito o que aprender. Cada vez técnicos e outros profissionais vindos do hóquei estão sendo contratados para trabalhar com o futebol. Louis Van Gaal, por exemplo, sempre contou com técnicos de hóquei em suas comissões técnicas. Na Alemanha, há federações de futebol com diretores técnicos provenientes também desse esporte. O caso mais recente é o Ariel Holan, que com uma trajetória grande no esporte, iniciou carreira como assistente técnico de Almeyda em Banfield e River Plate depois do Jorge Burruchaga, até ser chamado para comandar a primeira divisão do Independiente.

Para contar um pouco desta sincronia e a história e tradição do hóquei no Colégio e na UCB, o professor e o Núcleo de Vídeo da Universidade Castelo Branco lançam um minidocumentário. Com ele, podemos conhecer mais o encontro destes dois universos. Para assistir ao vídeo completo, clique aqui.

Mas por que existe essa tendência de utilizar fundamentos do hóquei no futebol? Quem explica é o gerente de esportes do Colégio Gissoni e treinador dos times de hóquei do Colégio e da UCB, professor Eduardo Righi: “principalmente pelo hóquei ter como base fundamental uma técnica individual extrema acompanhada de exercícios que estimulam as conexões neuronais para poder ter atletas completos e inteligentes que possam tomar decisões em poucas frações de segundos para o bem do coletivo. O hóquei vem experimentando e modificando as regras em torneios de diferentes níveis para aumentar a velocidade do jogo e a segurança. Por exemplo foi tirado o impedimento, a permissão do autopasse nas jogadas fixas, o direito de solicitar o replay via vídeo com jogo em andamento; tudo isso ajuda muito ao mundo do esporte estar atualizado e utilizar a criatividade constantemente”. Righi conta ainda que o ex-jogador holandês Marco Van Basten faz parte da FIFA e aos poucos incorpora aspectos, como o recurso do vídeo, em alguns eventos.

As equipes do Gissoni têm vários títulos no Intercolegial O Globo e realizam eventos locais e intercâmbios internacionais com equipes da Argentina e Estados Unidos para manter os atletas afiados e aumentar sua cultura e sociabilidade. Pelo Centro Esportivo Castelo Branco, os times possuem uma parceria com vários colégios da Zona Oeste do Rio de Janeiro, com os quais é possível realizar um trabalho social com alunos de escolas públicas. O professor explica que “os alunos ganham bolsas de estudo, aprendem os diferentes aspectos do hóquei, adquirem um convívio social fundamental para seu desenvolvimento como atletas e futuros cidadãos”.

A evolução do hóquei deu uma boa acelerada nos últimos anos. Eduardo conta que os grandes eventos que o país recebeu, como o Pan 2007 e a Rio 2016, foram fundamentais, pois trouxeram a necessidade de montar times adultos competitivos, mas tirou o foco da formação de uma base naquele momento. Agora, há um apoio maior para o desenvolvimento de equipes. Alguns estados já possuem times competitivos, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina largando na frente.