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Por Rafaela Carrilho

O reconhecimento da atuação do profissional ainda precisa estar mais fortalecido, como disse a coordenadora do curso de Geografia da Universidade Castelo Branco, professora Andrea Mendes.

No próprio dia 29 de maio, dia do profissional da área, duas palestras celebraram a data. O primeiro palestrante foi o Túlio Heckmaier de Paulo Catalho, mestre em Planejamento Urbano e Regional, que falou sobre sua dissertação – Industrialização da região do Médio do Vale do Paraíba Fluminense: da implantação da CSN aos dias atuais. Antes de começar sua explanação sobre o tema, Túlio deu um conselho aos alunos “bolsas de pesquisas precisam retornar para a sociedade de alguma forma. Por isso, pense no seu objeto como o que se transforma, para que se transforma e quando se transforma”. Túlio, nascido em Volta Redonda, sede da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), falou sobre as pesquisas e os processos metodológicos utilizados por ele. Deu um panorama sobre a industrialização da cidade, a instalação da CSN, pontuou seus questionamentos e a metodologia da dissertação. Mostrou também fotos do início da implantação da CSN, tanto da cidade quanto das obras, e como a cidade foi se transformando com o passar dos anos.

                     

Outro ponto importante da discussão de Túlio foi como a empresa partiu a cidade em duas: enquanto uma área foi uma cidade planejada e estruturada, a outra parte foi esquecida, ficando à margem de serviços e mais pobres. A partir daí, o palestrante contou qual impacto que a privatização da CSN teve sobre Volta Redonda e como a cidade precisou se reinventar. Antes de terminar, deixou um recado aos alunos: “Envolvam-se com o objeto de estudo de vocês para que os resultados sejam obtidos”.

A segunda palestrante da noite foi Anna Luíza Gaudini de Oliveira, que também falou sobre sua dissertação de mestrado com o tema “O papel do consumo de cultura e lazer na dinâmica espacial do centro da cidade do Rio de Janeiro: integração ou fragmentação”.

Anna começou sua explanação falando que “o consumo não é apenas comprar um objeto, mas a forma como se está consumindo”. Ela limitou sua pesquisa em três áreas: Praça XV, Cinelândia e Lapa. Anna percebeu que “apesar de ser uma cultura muito local, há uma influência muito global”. A geógrafa fez um panorama da reestruturação econômica no Rio de Janeiro no início da década de 80. Para ela, a preservação patrimonial está aliada à promoção de atividades de cultura e lazer, pois cultura e lazer promovem a cidade, tornando-a atrativa ao capital.

Durante sua pesquisa com frequentadores dessas regiões, Anna percebeu que “devido à sensação de insegurança, o centro da cidade se torna só local de trabalho, principalmente para quem mora longe. Mas o potencial é enorme”. Em suas entrevistas, ela também descobriu alguns pontos que atraem os frequentadores, como arquitetura, ponto de encontro e variedade de programas, e os obstáculos, como insegurança, transporte deficiente e ruas desertas.