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Engana-se quem pensa que saúde e meio ambiente não andam juntos. Um impacta significativamente no outro. É preciso discutir conscientização ambiental com enfoque na qualidade de vida da população. E não há melhor data para isso que não seja o Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho. Data do 4º Fórum Observatório da Saúde, que aconteceu no campus Centro da Universidade Castelo Branco.

 

Com tema Saúde e meio ambiente, o fórum foi aberto pelo superintendente da UCB, Armando Leite, que afirmou que a noite seria de altíssima qualidade dada a experiência dos participantes.

Em seguida, o mediador do debate, Dr. Newton Richa, falou sobre os temas urgentes do meio ambiente, como o impacto social e econômico das doenças relacionadas ao trabalho, a integração organismo-ambiente, dando exemplos como cefaleia causada pelo sol, tosse agravada pelo frio e asma agravada à meia-noite.

 

Depois foi a vez da Dra. Ana Maria Oestreich, pesquisadora e consultora de tecnologias limpas da CTS Ambiental – Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, que falou sobre as melhores práticas na utilização industrial de produtos químicos. Ela mostrou alternativas para reduzir riscos químicos e consumo de recursos naturais, afirmando que ao reduzir os resíduos, reduzem-se os custos e o desperdício. Dra. Ana explicou também que emissões de resíduos, efluentes e desperdícios são não produtos. E a quantidade de não produto mostra a ineficiência da indústria.

Alan França, médico do trabalho, falou sobre a proteção da saúde dos trabalhadores que ficam embarcados na plataforma, mostrando como é necessário prevenir doenças e cuidar da saúde antes do embarque, durante o tempo embarcado e na volta para a casa. O doutor apontou alguns dos riscos que os trabalhadores correm, como exposição ao ruído e à radiação ionizante.

 

Já Dr. Marcus Vinicius Lisboa falou sobre as estruturas de resposta a emergências e relatou o caso do acidente de Macondo, nos Estados Unidos, onde atuou. O acidente foi a explosão de uma plataforma petroquímica com 11 mortes e que precisou de 87 dias para controlar a fonte do vazamento.

Para fechar o ciclo de debates, Danilo de Carvalho, gestor de Conhecimento, falou sobre o futuro da economia, explicando a diferença entre economia circular e economia linear. Mostrou que a economia circular é aquela que pensa no reuso, na recuperação de recursos, na extensão da vida de produtos e em plataformas de compartilhamento.

Logo após, os palestrantes se reuniram para debater entre si e com a plateia, que pôde fazer perguntas, sobre saúde e meio ambiente.