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O dia da biologia é comemorado no dia 3 de setembro. Para celebrar essa importante data, a Universidade Castelo Branco promoveu a Semana Acadêmica do curso de Ciências Biológicas nos dias 4, 5 e 6 no campus Realengo. Ao longo da semana, foram cerca de 20 palestras e 10 minicursos que compuseram agenda dos estudantes da graduação.

Durante o evento, muito se falou sobre o turismo sustentável. O primeiro dia lotou o teatro Carlos Wenceslau e contou com orientações de um representante do Conselho Regional de Biologia e com um panorama sobre o ambientalismo ao longo da história e os conceitos principais sobre o turismo sustentável.

As primeiras palestras trataram de esclarecer o que o turismo sustentável engloba. “Turismo tem essa possibilidade de interlocução de culturas, de povos, e especialmente nesse momento de grande intolerância entre povos, o turismo pode ser um aliado, pode ser uma possibilidade entre países e regiões”, disse Cláudia Rosa durante a palestra turismo sustentável em unidades de conservação. Para ela, o turismo sustentável tem o poder de conectar pessoas, natureza, história e cultura. Christiane Santos também palestrou sobre o tema e enfatizou a importância do voluntariado na preservação de parques e reservas florestais.

Outra palestra que ganhou destaque foi ministrada por Aline Fonseca com o título “Insetos na alimentação”. A conversa tratou de desmistificar o consumo de insetos através do conhecimento. Todo o processo de produção de insetos e as vantagens de seu consumo pelos humanos foram explicados. Ao fim da palestra, Aline Fonseca disponibilizou algumas variedades para os alunos experimentarem. “Lembra batata palha”, disse um dos alunos a respeito de uma das variedades de “salgadinhos” de larvas.

LABORATÓRIOS MULTIDISCIPLINARES FORAM O PALCO DOS MINICURSOS

O turno da tarde foi reservado para minicursos e workshops ministrados nos laboratórios multidisciplinares. Os assuntos passearam por diversos temas, como influências ambientais nos aspectos anatômicos foliares, legislação ambiental, compostagem, relação entre homem e onças, biologia da reprodução e explanação sobre o projeto da UCB O bicho vai pegar.

Dentre os convidados presentes, estiveram representantes do Instituto Estadual do Ambiente, do Museu Nacional, extensionistas da UCB e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

TURNO DA NOITE RECEBE PALESTRANTES CONVIDADOS

A palestrante Kamila da Matta falou sobre a pesquisa com grãos de pólen no continente Antártico. O continente não tem população fixa por causa do extremo frio, apenas cientistas vão para lá no verão, além de ter pouca vegetação e animais, onde em algumas áreas nem é possível se encontrar. A pesquisa é feita para descobrir como os grãos de pólen vão parar no continente, como sobrevivem e no que podem agregar ao continente mais gelado do mundo. Os cientistas botam uma placa em determinadas áreas a cada 3 anos, coletam a neve, a derretem em temperatura ambiente, filtram a água com malha fina onde ficam retidos apenas os grãos, é feita uma análise para identificar a família e o local de onde veio. Entre 2011 e 2015, com o fenômeno El Niño, foi descoberto que grãos de pólen circulares e pequenos podem circular por quase todo planeta.

Já Ana Cristina Almeida conversou sobre o turismo natural e sobre a criação de unidades de conservação no Rio de Janeiro. Questionando sobre o que seria o turismo natural, ela explicou no que consiste, no turismo visando a não comprometer a natureza e disse os lados positivos e negativos. “A educação ambiental tem a função de sensibilizar o visitante, agregar conhecimento e conscientizar”.

Com o tema “Resistência a antimicrobianos: Uma abordagem One Health”, Irene Coelho falou sobre seleção natural e a evolução segundo Darwin, explicou sobre a abordagem One Health para resistência a antimicrobianos. Mostrando um gráfico, ela falou sobre o ciclo onde uma terra doença alimenta o gado, o deixa doente e, ao ingerir a carne do animal, o humano fica doente.

A central nuclear de Angra dos Reis foi o tema da palestra de Marcos Vinícius de Castro. Explicando sobre como funciona a usina nuclear, os compostos físicos e dimensionando a força de uma explosão de uma usina com uma panela de pressão, Marcos prendeu a atenção dos alunos ao contar também sobre a sustentabilidade.

Anna Caroline Morais, mestranda em biologia marinha, falou sobre o projeto Aruanã, que protege e cuida das tartarugas verdes no litoral carioca. O projeto trabalha com monitoramento da pesca artesanal com o arrasto-de-praia, verificação da saúde da tartaruga e grampo de identificação.

Mauro André conversou sobre os impactos das mudanças climáticas na zona oeste, no parque de Deodoro. Alertou sobre os crimes corporativos que provocam chuva torrencial em algumas áreas, calor extremo e doenças respiratórias. Mauro abordou o tema sobre a destruição da floresta ao redor de Bangu e Deodoro e a criação de um autódromo em área ambiental protegida.

A unidade de conservação também foi tema do Marcelo Barros, que esclareceu dúvidas sobre como funciona e disse onde tinha, além de convidar os alunos para conhecerem. Conversando sobre APA, ele falou a diferença de parque, floresta e monumento natural. Ao fim, foram distribuídos bonés, blocos e canetas do CRBio.