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Por Maylaine Nierg

Inaugurado no Brasil no ano de 1922, o rádio foi o primeiro veículo de comunicação em massa do país. Com o passar anos e o surgimento de novas ferramentas como a TV e, mais recentemente, a internet, a sobrevivência do radiojornalismo foi colocada em questão. Pensando nisso, a Universidade Castelo Branco, em parceria com radialistas renomados no Brasil, realizou um fórum para debater a seguinte questão: “E aí? O Rádio acabou?”.

O encontro aconteceu nos dias 1 e 2 de dezembro, no campus Centro, e contou com a presença de figuras como o jornalista Sidney Rezende, o coordenador da BandNews FM, Marcus Lacerda, os radialistas Maurício Menezes e André Gasparetti, entre outros.

Os debatedores explicaram que o rádio está vivenciando um momento de transformações, e que a internet trouxe a necessidade de uma readaptação no modo de fazer rádio.

Com experiência de mais de 20 anos em rádio e TV, Sidney Resende conta que a sobrevivência do veículo é possível, mas que depende de versatilidade e inovação.

“O rádio brasileiro, a exemplo do rádio mundial está vivendo um momento de transformação com a chegada da internet. Na verdade, todas as plataformas antigas estão se adequando as plataformas da web. O que é importante saber é como o rádio vai se localizar dentro dessa nova realidade. A Universidade Castelo Branco ter permitido esse debate é algo muito positivo, pois possibilitou o diálogo entre profissionais do velho rádio, do rádio atual e profissionais de web que acreditam que dá para unir as duas plataformas”, ressalta Sidney.

Marcus Lacerda explica que os jovens que estão entrando no mercado já estão adaptados às novas tecnologias, portanto têm maior facilidade para se ajustarem às novas tendências.

“Atualmente, os estudantes de comunicação se inserem no mercado familiarizados aos novos mecanismos da era digital. Isso faz com que eles se adaptem mais rapidamente a nova realidade do setor. O que não se restringe a rádio. Envolve TV, Jornal, entre outros”, explica.

Para o radialista e locutor André Gasparetty, pessoas que atuam na área de comunicação devem estar atentas a todas as oportunidades. Ele conta que o rádio foi fundamental para que ele galgasse inúmeras outras conquistas em sua carreira profissional”.  

“Quando o rádio surgiu para mim, eu nem esperava. Através da oportunidade que surgiu para mim nessa área, abriram-se inúmeras outras vertentes. Hoje eu tenho uma empresa de publicidade que cuida de marketing, eventos, entre outras coisas. O conselho que eu dou, tanto para quem está começando agora, quando quem já está nesse mercado, é que persista e abrace todas as novas oportunidades”.

Ao final do evento, a pergunta inicial estava devidamente respondida. Todos foram unânimes em dizer que o rádio não acabou e nem vai acabar, e que é preciso, apenas, abraçar o novo modelo de rádio.