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Por Karen Ferreira
Foto: André Gomes de Melo

A agressão contra a mulher na cidade do Rio de Janeiro tem aumentado ano após ano. Em uma pesquisa recente foi constatada que, a cada 12 minutos, uma mulher é vítima de agressão, seja ela sexual, física, moral ou psicológica.

As mulheres que sofrem essa hostilidade precisam de atenção, e foi pensando nisso que o responsável pelo endomarketing da Universidade Castelo Branco, Jonathan Alves, elaborou uma campanha interna no Dia das Mulheres. Com a intenção de debater sobre a cultura do machismo na instituição, Jonathan pediu para que as funcionárias se dividissem em grupos e criassem um projeto para ajudar as mulheres do abrigo Casa Abrigo Lar da Mulher a se sentirem melhor.  Ele escolheu o Rio Solidário por abrigar e cuidar de mulheres que foram vítimas de violência doméstica “e conscientizar todos os funcionários sobre os danos que o machismo deixa na sociedade, além de alertar sobre os sinais para identificar conhecidos que estejam passando por situações parecidas e a importância de denunciar”.

O grupo da colaboradora Jacqueline Silva, da Central de Estágio, venceu a campanha com o projeto que visava ao aumento da autoestima da mulher. Ela, que é formada em Serviço Social, recebeu a missão de se responsabilizar em redigir o texto do grupo. Pensando em criar um projeto que pudesse resgatar a autoestima e o empoderamento da mulher agredida, a funcionária elaborou seu trabalho para que pudesse fazer com que as mulheres refletissem e que pudessem ver “um universo que ela pode viver sozinha ou viver com alguém, mas que ela possa ser a dona da própria vida dela, da própria história sem depender de outra pessoa. Esse foi o foco do projeto”.

Realizado no dia 08 de junho, na sede do Rio Solidário no Centro da Cidade, “O dia da beleza” contou ainda com a parceria da Embelleze, que contribuiu com cortes de cabelo e maquiagem, enquanto três alunas do curso de Fisioterapia faziam massagens relaxantes nas moradoras do abrigo Casa Abrigo Lar da Mulher. Cerca de 30 mulheres foram atendidas e receberam os cuidados oferecidos em aproximadamente duas horas de atividades. Ao fim, a UCB ofereceu um lanche para as mulheres atendidas, colaboradores da parceria e da Casa Abrigo. Uma moradora da Casa disse se sentir especial. Com um semblante animado após a maquiagem, ela afirmou que “muitas coisas ruins aconteceram e, aqui, a gente esquece os problemas e começa a se sentir bem. Toda mulher gosta de se cuidar”.

“O maior prêmio é ver um sorriso no rosto de uma mulher que talvez não tenha tido esse sorriso há muito tempo”, comentou Jacqueline.

 

Roberta Rosa é coordenadora da Casa Abrigo e disse que a ação realizada pelos funcionários da UCB “ajuda a retomar o sentimento delas enquanto mulher, que no passado foi posto um limite sobre quem elas poderiam ser e que posteriormente chega ao ponto de nem se reconhecerem. O Dia da Beleza ajudou muitas moradoras a se redescobrirem como mulher porque elas muitas vezes são identificadas como a mulher de alguém ou a mãe de uma criança. “As mulheres que estão no abrigo chegaram através do Centro de Referência de Atendimento à mulher. A Casa Abrigo Lar da Mulher é um equipamento do Estado e faz o primeiro atendimento à mulher, entendendo qual é o tipo de violência que ela sofre – física, psicológica, material ou verbal –, sendo muitas vezes de todos os tipos, e em que contexto a vítima está inserida. Oferecendo apoio total para as vítimas e com equipe técnica preparada, a instituição visa sempre ao bem-estar da mulher e sua rápida recuperação”.

 

Com apoio total para as vítimas de agressão, a Casa Abrigo Lar da Mulher conta com equipe técnica composta por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos para o atendimento das crianças acolhidas, cerca de 1081 crianças se encontram na Casa Abrigo, e atendimento jurídico.

As mulheres chegam ao abrigo através do Centro de Referência de Atendimento à mulher, onde é feito o primeiro atendimento, que faz uma busca por uma rede de proteção primária segura para essa mulher, que geralmente é família, e então, apenas em último caso, ela é encaminhada ao abrigo.

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