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Por Rafaela Carrilho

Oferecer momentos de dignidade e perspectivas de um futuro. Essa foi a ideia para oferecer uma semana de cuidados e informação para detentas da Unidade Materno-Infantil (UMI) do Instituto Penal Talavera Bruce, do Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. A atividade aconteceu durante a manhã do dia 28 de junho.

O curso de Fisioterapia da Universidade Castelo Branco levou massagem relaxante para as internas que ficam na unidade com seus bebês, representado pelas alunas Ana Luiza Alves dos Santos e Camilla Souza de Almeida, ambas no quarto período. Atualmente, a UMI abriga cinco presas com seus respectivos filhos. Mas já chegou a receber 30 detentas ao mesmo tempo. Da Talavera Bruce, vieram 14 gestantes para participar da ação.

Além da massagem relaxante, as presas puderam fazer a sobrancelha, corte de cabelo e trança nagô oferecidos pela Casa da Mulher Carioca.

Na abertura do evento, ao lado da diretora da UMI, Ana Faulhaber, esteve presente o secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, que falou que esse tipo de evento é muito importante, pois “nossas detentas são diferentes dos homens. Muitas não recebem visitas. Precisam deixar os filhos com as famílias. Então, essa atividade faz bem pra elas. E estamos sempre de braços abertos para parceiros. A ajuda é sempre bem-vinda”. Sobre parcerias com outras instituições, o secretário acredita que é possível fazer mais: “por exemplo, falar com a OAB para estagiários de Direito analisarem processos. Trazer empresas para dar cursos para que elas sejam autônomas quando saírem daqui, que possam trabalhar por conta própria, pois, muitas vezes, elas voltam pro sistema por falta de opção”.

 

Durante a cerimônia de abertura, que contou com a presença das internas e de outras autoridades, como Gilson Nogueira, subsecretário adjunto de Tratamento Penitenciário, e a promotora Andreza Duarte Cançado, foi lançado o programa Prison Smart, desenvolvido pela Arte de Viver. O objetivo do programa é ajudar as presas a terem o controle da mente por algo externo, fazendo um trabalho de autoconhecimento. A promotora afirmou que espera que as detentas tenham consciência, raciocínio para tomarem a decisão de mudar. Antes de um exercício de meditação, o coronel deu conselho às internas: “recebam tudo o que as pessoas de bem têm a oferecer”.