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Por Rafaela Carrilho

Devolver à cidade um patrimônio público histórico limpo e organizado. Esse foi o principal objetivo do evento organizado pela Prefeitura no dia 08 de junho. Fechado para reformas, o Passeio Público foi reaberto pelo prefeito Marcelo Crivella, secretários e outros representantes de órgãos públicos, como a Fundação Parques e Jardins.

Em seu discurso, o prefeito afirmou que “nós temos que priorizar a natureza. E só poderei levantar recurso se puder representar a decisão do povo do Rio de Janeiro de limpar a nossa cidade”. Crivella disse ainda que a reabertura foi numa época oportuna, na Semana do Meio Ambiente, para lembrar a importância da preservação do meio ambiente.

Para comemorar esse marco, foi realizada uma ação social com a presença de várias instituições, entre elas a Universidade Castelo Branco, que levou atividades socioeducativas, serviços de aferição de pressão, tipagem sanguínea, avaliação do pé diabético e informações sobre o reuso e o descarte correto do óleo de cozinha usado que pode, inclusive, virar sabão. Uma das alunas que orientava sobre a reutilização do óleo era Talita Esteves Pissarra, do 7º período de Ciências Biológicas, que faz parte do Projeto de Educação Ambiental e Cidadania (PEAC). Ela afirma que o correto é reutilizar o óleo, “se jogar na terra, cria uma crosta e faz com que os microrganismos que possam estar ali não sobrevivam. Além disso, transformar o óleo em sabão traz uma renda extra e você pode adicionar essência e corante”. O projeto distribuiu sabão e uma receita para que o público pudesse fazer o seu próprio produto. Talita acredita que “deveria ter mais palestras sobre meio ambiente nas escolas porque, do jeito que as coisas estão, que futuro vamos deixar para os nossos filhos”.

 

Para animar a manhã, a banda da Guarda Municipal tocou músicas sobre o Rio, como Cidade Maravilhosa, e o Coral da Comlurb cantou e dançou, com direito à presença de Renato Sorriso.

Entre a Lapa e a Cinelândia, o Passeio Público do Rio de Janeiro é o primeiro parque ajardinado do Brasil, e foi concebido por Mestre Valentim da Fonseca e Silva a partir de 1783.