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Por Rafaela Carrilho

 

O papel do voluntário na saúde pública, a união da comunidade para cobrar soluções do governo e experiências na área do voluntariado estiveram em pauta no último dia 24 de agosto, no 5º Fórum do Observatório da Saúde, organizado pelo próprio Observatório com o apoio da Universidade da Castelo Branco e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O evento aconteceu no auditório da Câmera e contou com a participação de médicos e interessados em como fazer mais pela sociedade.

Para abrir o Fórum, foi convidado o vereador Dr. Inaldo, presidente da Comissão de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social do município, que desejou um bom debate a todos. Entre os debatedores, estavam Dr. Alexandre Charão, médico, que esteve no Médicos Sem Fronteiras (MSF), Dr. Felix Roberto Zyngier, médico voluntário no Instituto de Medicina e Cidadania (IMC). Já o Dr. Luiz Roberto Londres, além de ser o presidente do Instituto de Medicina e Cidadania, é o diretor Sênior do Observatório da Saúde. A Dra. Julia Blanco é médica voluntária no Instituto de Medicina e Cidadania. E a psicóloga Nara Matos atua há dois anos no Morro Azul em parceria com o IMC.

 

A professora Alice Selles, diretora de projetos especiais da UCB e coordenadora do Observatório, apresentou a mesa de debatedores e deu um panorama sobre voluntariado no Brasil e no mundo, como o primeiro Relatório Estado do Voluntariado no Mundo publicado em 2015 pelo programa de Voluntários das Nações Unidas, que mostrou a importância dos voluntários para tornar os governos em todo o mundo mais responsáveis e ativos.

Cada debatedor contou um pouco de sua experiência, como conheceu o voluntariado e por que decidiu ser voluntário. Dra. Julia afirmou que “nós somos um braço forte para atender aquilo que o sistema público não está atendendo”.

Todos os participantes disseram que essa rede de voluntariado está começando a crescer no Brasil e o que o país tem potencial para fazer muito mais. Dr. Alexandre explicou que o país é um dos que mais doa e participa do MSF. Eles foram unânimes em afirmar que a população precisa confiar em instituição e pessoas críveis e comprometidas com a causa voluntária para participar, e isso já vem acontecendo por aqui, apesar de ainda faltar uma cultura tanto de voluntariado – tanto do voluntário quanto das iniciativas.

 

O vice-reitor da UCB, professor Leomar Valença, esteve presente no debate e contou aos presentes os projetos sociais da instituição e o incentivo ao voluntariado que a Universidade dá aos seus alunos.

Dr. Marcio Meirelles, presidente do Observatório da Saúde, frisou a necessidade de o povo se unir e cobrar soluções, pois uma pessoa não consegue, pois o sistema “a estraçalha”.

Ao final, dois vídeos contando um pouco a história do IMC e do Observatório foram exibidos para a plateia.